"Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima."
-Leminski
sábado, 20 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
W. Salomão
"Cresci sob um teto sossegado,
meu sonho era um pequenino sonho meu.
Na ciência dos cuidados fui treinado.
Agora, entre o meu ser e o ser alheio
a linha de fronteira se rompeu"
-Wally Salomão
meu sonho era um pequenino sonho meu.
Na ciência dos cuidados fui treinado.
Agora, entre o meu ser e o ser alheio
a linha de fronteira se rompeu"
-Wally Salomão
domingo, 21 de fevereiro de 2010
...!
Vivo acercado do que não posso
Fracassos pungentes retalham
Palpitam em contratempo ao que estou
Sou de querências intragáveis
Irrevogavelmente falho
E calo o fato instável
Venço como sonho e amanheço
Me esqueço quando almoço
Quando passo distraído
Atravesso, eu mesmo descrente
Desejo rente a tudo que me escapa
-À M. Luisa.
Fracassos pungentes retalham
Palpitam em contratempo ao que estou
Sou de querências intragáveis
Irrevogavelmente falho
E calo o fato instável
Venço como sonho e amanheço
Me esqueço quando almoço
Quando passo distraído
Atravesso, eu mesmo descrente
Desejo rente a tudo que me escapa
-À M. Luisa.
Carta ao que poderia ser
Escrevo pra quem sabe você nunca ler. contra o tempo. contratempos de distância. escrevo por uma situação favorável que talvez nunca ocorra. um sorriso tão possível quanto aberto. esquinas dessa ou de outra vida pra gente se entender numa tarde bonita. num beijo morno de não sentir pressa. e saborear. repousar num abraço sincero simples seu cheiro
______________________________________________
Achei aqui, escrevi em 2008, não terminei e achei bonito.
______________________________________________
Achei aqui, escrevi em 2008, não terminei e achei bonito.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
No cordão da saideira(ou Quarta-feira ingrata)
Torrencial.
A Ladeira da Misericórdia envergando entre Deus e o Diabo pisando forte em nossa genteE a fúria carnavalesca chovia fervendo por cima dos paralelepípedos amontoados em consgestionamento próprio. A cidade freva samba canta até onde não haja pulmões ou garganta. A cidade ri sangrenta pra espantar o fim do mundo [pra transpassar a madrugada quente].
Quando os músculos e os joelhos já não aguentam resta a cachaça, quando não basta amor, o riso débil; na falta de sol, o mormaço faz suar; quando o bloco acaba, é a madrugada revirando a cama e quando chega a quarta-feira, as calçadas vazias de igrejas estateladas ao sol que morre.Carnaval.
Já não somos carentes de nada que a rua não possa nos dar de bom grado pra passar na cara e na nuca. pra beijar promiscuamente beber a grandes goles de fogo nesse batismo reverso dionísio cão.
A cidade canta
Carrega
A multidão.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)